Ivete Sangalo avisa a quem for ao seu show em Newark: “O negócio vai ferver lá”

sexta-feira, 9 de agosto de 2013



No sábado (17), o furacão baiano Ivete Sangalo se apresentará no Prudential Center, no centro de Newark (NJ). O espetáculo acontecerá próximo ao bairro do Ironbound, onde se concentra a população de língua portuguesa na região, e faz parte da turnê “Real Fantasia”, nome do último trabalho da artista.

Um dos maiores nomes da música brasileira dos dias de hoje, Ivete alcançou sucesso ainda como vocalista da Banda Eva, vendendo mais de 3.78 milhões de discos, e chegando a fazer cerca de trinta shows por mês. Em sua carreira solo, já vendeu mais de 14 milhões de cópias nos seus dez álbuns lançados e se transformou em uma das maiores artistas com vendagem de discos no Brasil. Em sua carreira, recebeu 14 indicações ao Grammy Latino, tendo ganhado duas vezes, uma de 'melhor álbum brasileiro de raízes/música regional' em 2005, e o último, conquistado em 2012, por 'melhor álbum de música popular brasileira' pelo especial "Ivete, Gil e Caetano", e é recordista do Prêmio Multishow, contabilizando 11, também sendo a artista mais premiada nos "Melhores do Ano" da Rede Globo, com 10 troféus.

Às vésperas de embarcar para sua turnê americana, Ivete Sangalo falou pelo telefone com nossa reportagem. Bem-humorada, a cantora falou sobre sua carreira, parcerias, música, maternidade e até a onda de protestos que varreu as principais cidades brasileiras.   

BV: Após o seu show de grande sucesso no Madison Square Gardem, você retorna aos Estados Unidos para uma série de shows. Qual é a sua expectativa? Espera uma plateia mais de brasileiros, ou crê numa interação maior com outras etnias?
Ivete: Desde que comecei a fazer shows, o meu público sempre foi diverso, então, é sempre um grande prazer cantar para os brasileiros e quem mais estiver presente ao espetáculo.

BV: Fale-nos de Real Fantasia, seu disco mais recente e da participação de Shakira neste álbum?
Ivete: Foi um grande prazer tê-la como convidada. Realmente, foi muito interessante, pois ela é uma excelente artista e muito carismática.

BV: Shakira não é a primeira estrela latina a participar de um disco seu. No passado, Alejandro Sanz gravou lindamente a canção Frisson, de Tunai. Enveredar pelo mercado latino é uma possibilidade para Ivete Sangalo?
Ivete: As coisas aconteceram naturalmente. A gente se apresentou em vários países e, consequentemente, o seu público vai ficando mais diversificado à medida que mais pessoas passam a conhecer o seu trabalho. É sempre bom saber que as pessoas, onde quer que seja, apreciam o seu trabalho.

BV: Sua empresa Caco de Telha foi responsável pelo show da Beyoncè em Salvador. Como foi a experiência de estar do outro lado da operação, não cantando, mas produzindo o espetáculo de uma grande estrela internacional?
Ivete: Na realidade, foi uma atuação mais técnica. A produção de um espetáculo desse porte dá um trabalho enorme, mas é bom trazer artistas como a Beyoncé para o público brasileiro ter a oportunidade de assistir.

BV: Vimos há algum tempo um vídeo maravilhoso no YouTube, em que você canta com a sua conterrânea Rosa Passos. Um disco de MPB mais tradicional, digamos assim, está no caminho da Ivete Sangalo?
Ivete: A tendência é que o trabalho da gente evolua com o passar do tempo, por isso, a possibilidade de gravar coisas diferentes, é uma consequência natural.   

BV: Você dublou um personagem do filme "Aviões", da Disney. Como foi esse desafio?
Ivete: Foi muito divertido dar a voz a um personagem da Disney, pois faz parte da história da minha vida. Tive até que mudar de voz porque a personagem (Carolina Santos Duavião) é toda jeitosinha. Realmente, foi bastante divertido.

BV: Você já fez alguns trabalhos como atriz (novela "Gabriela"). Isso é uma alternativa para o seu futuro?
Ivete: Isso é uma coisa que gosto muito, sempre foi uma paixão, e superou as minhas expectativas. Foi uma surpresa porque eu sabia que seria bom, mas não tanto assim; quero fazer outros trabalhos; foi muito melhor do que eu pensava.

BV: Como é para você conciliar a sua vida de artista com a rotina de gravações, viagens e shows com as atividades de mãe? Você pensa em ter mais filhos?
Ivete: Bem, me transformo em vinte e finjo que nada aconteceu. Enquanto o Marcelo está dormindo, estou fazendo mil e uma coisas e, quando chego à casa, ele olha para mim e quer brincar, então, esqueço tudo e me dedico a ele. Sim, penso muito em ter mais filhos.

BV: O que você achou dos protestos pelas ruas brasileiras à época da Copa das Confederações? Você acha que esses protestos irão se repetir no próximo ano, na Copa do Mundo?
Ivete: Acho legítimo. O processo começou porque a Copa foi o estopim. Na realidade, qualquer centelha pegava fogo. O serviço de transporte público brasileiro está muito aquém do primeiro mundo. Infelizmente, no Brasil ainda persiste a mentalidade de que transporte público é somente para pobre. Nas grandes metrópoles estrangeiras, como aqui nos Estados Unidos, há diversas opções e todos usam o transporte público. Se a situação não melhorar, a Copa do Mundo será o estopim ideal, a ocasião perfeita. Você tem que reclamar para mudar as coisas.

BV: O que o público vai escutar e ver no show do Prudential Center? Você pode nos adiantar alguma coisa do repertório e dizer se a produção será nos moldes do Madison Square, com muitas mudanças de figurino?
Ivete: O negócio vai ferver lá. Se não aguentar, não vá (brincou). O repertório terá algumas músicas do trabalho novo como também as antigas que o público conhece. Já o show do Madison Square Garden tinha o objetivo de gravar um DVD, a produção foi completamente diferente, por isso a necessidade de diferentes figurinos. O show daqui será simples, mas com muita animação e energia, se preparem.

No final da entrevista, Ivete agradeceu antecipadamente o carinho do público. “Obrigada, obrigada, muitíssimo obrigada”.



Nenhum comentário:

Postar um comentário