Eles ouviram 'Não': Ivete Sangalo conta que foi reprovada pelo Asa de Águia

quinta-feira, 1 de maio de 2014

ivete fabio jr (Foto: superstar)


Nem sempre é fácil ouvir um não. Para quem está começando a carreira, muitas vezes, ser recusado como integrante de uma banda é ainda mais difícil, mas a receita é não desanimar. Foi o que o consagrado trio de jurados do SuperStar fez e deu certo. Acredite: Ivete SangaloFábio Jr. e Dinho Ouro Preto ouviram muitos "nãos" por aí até conseguirem engrenar na profissão.



Ivete, inclusive, conta que não foi aceita no grupo de axé Asa de Águia. "Eu já recebi alguns nãos, mas eles tiveram um significado importante para mim: o de querer tentar outras vezes. Na Bahia, tinha a cultura de ter o cantor da banda e uma cantora como se fosse uma stand by do artista. Era uma coisa fortíssima no Carnaval, porque são nove ou dez horas no trio. Hoje, os artistas ficam full time no trio, mas antes tinha essa cultura de ter uma cantora stand by", explica Ivete, que revela com carinho:
"Até hoje, o Durval Lelys (vocalista do Asa de Águia) brinca comigo dizendo 'Ai, meu Deus, porque eu não te aprovei!?'. Foi totalmente compreensível, porque eu não estava dentro de um padrão vocal e os meus tons não eram característicos daquele som. Foi um 'não' do bem", continua Ivete, que acabou tornando-se uma referência no Carnaval como vocalista da Banda Eva e depois em carreira solo.
Dinho Ouro Preto Bastidores Audição 4 (Foto: Camila Serejo/TV Globo)Dinho Ouro Preto (Foto: Camila Serejo/TV Globo)
Música longa demais
Um marco na carreira do cantor Fábio Jr., a música "Pai" foi recusada por uma gravadora, segundo o próprio artista conta, por ser longa demais. "Fui mostrar em uma gravadora, e o cara perguntou qual era mesmo o meu nome, e eu disse Fábio. Ele me respondeu: moleque, você acha que essa música vai tocar em algum lugar? Tem mais de cinco minutos", recorda o cantor.
Dinho Ouro Preto e sua banda Capital Inicial também encontraram várias dificuldades pelo caminho. "O Capital ouviu vários "nãos" na vida. Uma gravadora nos contratou e nos colocou dentro de um contrato que não existe mais. Na época, se chamava 'pau de sebo'", lembra Dinho.
Era um 'não' atrás do outro"
Dinho Ouro Preto
O jurado do SuperStar continua contando: "Era o seguinte: você pegava 15 artistas iniciantes e lançava um disco. Se alguém se destacasse no mercado, ganhava um contrato. A gente teve um contrato assim e nenhum dos artistas deu em nada. No entanto, estávamos presos a essa gravadora. E eles só diziam para mandarmos mais músicas,  porque não tinha dado em nada. Era um 'não' atrás do outro", conta o vocalista do Capital Inicial.
Dinho diz que a situação durou um ano, mas depois eles deram a volta por cima. "Pegamos as mesmas músicas e oferecemos para outra gravadora. Vendemos 250 mil cópias em três meses. Várias canções conhecidas como 'Veraneio Vascaíno', 'Fátima' e 'Música Urbana' receberam 'não' oito meses antes. Acho que essa história é bacana para as pessoas que estão participando do programa. Esses obstáculos fazem bem para a carreira. Não é legal sair do nada para um sucesso absoluto. É legal passar perrengue, tocar em lugares vazios e plateias hostis. Isso dá calo nas mãos e ensina ao músico a enfrentar as dificuldades", garante Dinho.

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