Ivete Sangalo: 'Sou mais cantada por mulheres do que por homens!'

sábado, 11 de outubro de 2014




Se a música Samba da Minha Terra, de Dorival Caymmi, fosse sobre Ivete Sangalo, a letra poderia ser assim: "Quem não gosta de Ivete bom sujeito não é... É ruim da cabeça ou doente do pé". É ou não é, galera? Simpática, a cantora é só festa e alegria por onde passa. E na quar­ta-feira, 10 de setembro, não foi diferente.
A cantora levantou uma plateia de 8 mil pessoas em Sampa, com hits como Tempo de Alegria, Amor Que Não Sai e Sorte Grande. E, para quem pensa que o público era só de jovens, vale dizer: a grande maioria era composta de mulheres com mais de 60 anos que sabiam todas as músicas da estrela!
Pouco antes do show em comemoração ao aniversário do supermercado Dia, Ivete recebeu TITITI no camarim e falou sobre família e momentos especiais que estão em sua biografia, Pura Beleza. E até comentou a participação de Roy Rosselló - seu ex-Menudo preferido - em A Fazenda.
TITITI – Quais as novidades para o Carnaval 2015?
Ivete – O Carnaval já é uma grande novidade. É rua, bloco... E virei belíssima (risos)!
Conta um pouco sobre a biografia que vai lançar...
Não escrevi o livro, mas tenho total responsabilidade sobre o que está ali. E ele vem acompanhado de imagens, muitas nunca publicadas antes. Ri e me emocionei muito durante a escrita... As fotos me levaram a momentos que ainda não tinha saboreado na minha memória, sabe?
Tem algum especial?
As fotos com meus pais me deixam com a emoção mais aflorada. E a história com a Banda Eva é linda de contar e lembrar...
Foi onde tudo começou...
Claro! Teve o desgarrar, uma fase muito difícil para todos, apesar de eu estar segura do que iria fazer. Mas tenho saudade. Foi ali que aprendi a ser cantora. A Banda Eva foi minha escola!
Você tem uma influência gigante da sua mãe como cantora. Como foi isso?
Ela era cantora, mas não profissional. Era uma cantora boêmia, como meu pai, que era músico também. Foi autodidata, seresteiro, aprendeu a tocar violão com a mãe. Um cara louco por música, que comprava discos, radiola, fone... Já na minha mãe isso era inconsciente. Ela cantava belissimamente. Aí você cresce em uma casa onde a música pulsa. Não tive como escapar!
E seu filho, Marcelo, tem essa herança musical?
Tem. Porque o pai também tem. Daniel (Cady, marido de Ivete) vem de uma família musical, na qual todo mundo é afinado. Marcelo toca instrumentos, pede para ver shows... Ontem mesmo, me disse: "Mãe, por que Michael Jackson morreu? Ele deixou tanta coisa boa... A gente não pode ver ele?" Juro a você!
Você tem vontade de ter mais um filho?
Eu tenho. Mas vai acontecer... Não me programo.
Como é a Ivete mãe?
Sou como todas, uma leoa... E a maternidade chegou para mim em um momento em que Marcelo é prioridade. Para ficar com ele, abro mão das coisas com muito prazer!
Você era fã dos Menudos. E Roy está em A Fazenda...
Só soube disso hoje! Ô mulher... Tem tanto tempo que eu não vou à fazenda, como é que Roy vai parar lá (risos)? Brincadeira! Eu o conheci em cima do trio, anos atrás. Mas tem tanto tempo que não o vejo... Não sei quais são os objetivos dele lá, mas torço por ele!
Assediada do jeito que você é, já tomou alguma cantada que a deixou sem rumo?
Estava comentando isso com o Serginho (Groismann, que gravou uma entrevista com a estrela para o Altas Horas pouco antes de TITITI). Quando adolescente, por exemplo, quando chegava a uma festa, eu elegia. Nunca distribuí senhas. Não sou uma pessoa com aquela sensualidade, não sou uma mulher de seduzir. Poucas vezes recebi cantadas... Já recebi recados. Mas, olha, de perto, meu irmão, ninguém canta, não (risos)!
E qual foi a cantada do Daniel para te conquistar?
O tempo. Ele foi muito cauteloso. A gente se conheceu primeiro para realmente se gostar depois. E ele tem uma maturidade... Na vida que levo, o que mais preciso é de um companheiro. Além da paixão, claro, preciso de uma pessoa que seja madura para compreen­der minha vida. E ele é um gato, né (risos)?
Você se acha uma mulher sensual?
Quando eu quero, sou sensual, sim. Mas, no dia a dia, não. Tenho comportamentos de uma mulher normal, que, quando realiza o seu dia, não fica no trânsito sensualizando. Tem hora para ser sensual, né, bicho? E é até um porre isso (o exagero). Se exagerar, fica fake. E isso vale para homem e para mulher!
Você já foi cantada por mulher?
Já! E, olha, sou mais cantada por mulheres do que por homens! Nos últimos dez anos acho que recebi, de forma corajosa, mais cantadas de mulheres. Acho que elas são mais... mulheres, né (risos)?
Tem alguém com quem você quer dividir o palco?
Hoje, vindo para São Paulo de avião, sonhei que cantava com Almir Sater. Chorava tanto de emoção no sonho... Ele chegava ao meu camarim, com uma viola e um equipamento grande. Eu, petrificada, começava a chorar. E ele: ‘Eu vim cantar com você!’ Acordei procurando ele no avião (gargalhadas)!

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