Ivete Sangalo grava nova temporada do Superbonita em Salvador: "vira diversão"

terça-feira, 21 de julho de 2015

Se tem uma paisagem incrível que Salvador pode se orgulhar de estampar em cartões- postais é a vista do Morro da Paciência, no Rio Vermelho. Lugar privilegiado em que se pode, do alto, ver boa parte do bairro boêmio, desde os barquinhos dos pescadores da Casa de Iemanjá até o famoso Mercado do Peixe.
E foi em uma belíssima residência no local que a cantora Ivete Sangalo gravou os 13 episódios da sua segunda temporada no programa Superbonita, que estreia dia 17 de agosto no canal fechado GNT.  

A beleza não estava somente na área externa do set. Entre cabos e refletores montados ao redor de mandalas em tons de rosa, a baiana, com seu garbo e elegância, recebeu mulheres famosas para um bate-papo sobre seus segredinhos estéticos. Entre os temas estão mulheres exóticas, mulherões, cinquentonas, cacheadas, camaleoas, solares, clássicas, as de vinte e poucos anos, dançarinas, aquelas que são zen, ruivas por opção, as que fizeram plástica e um especial sobre o axé. 
Entre as convidadas, a apresentadora Sabrina Sato, as cantoras Mari Antunes, Anitta e Daniela Mercury, as atrizes Lilia Cabral, Débora Nascimento, Deborah Secco, Carolina Dieckmann, Maria Ribeiro, Laura Neiva, Nathalia Dill e Sophia Abrahão, e a dançarina Viviane Araújo.
O projeto ainda traz, em cada episódio, depoimentos de outras mulheres, também famosas, para acrescentar mais brilho à atração. Tem Betty Lago, Valesca Popozuda, Claudia Ohana, Tereza Cristina, Baby do Brasil, Maya Gabeira, Regina Martelli, Bruna Linzmeyer, Lelezinha do Passinho, Bela Gil, Leilane Neubarth, Leona Cavalli e Emanuelle Araújo.  


Foi entre batons, blushes, esmaltes e secadores de cabelo que Ivete concedeu uma entrevista para o CORREIO, enquanto se arrumava para as gravações do programa. Ela falou sobre a nova temporada e a influência do cenário baiano na produção. Também revelou as suas dicas de beleza e segredinhos mágicos que aprendeu como telespectadora do Superbonita.  
Como estão as gravações dessa segunda temporada do programa sob o seu comando? 
Eu confesso que dessa vez eu estou achando mais a minha cara. Eu cheguei devagarzinho e fui compreendendo como funcionava tudo. Na primeira temporada eu já adorei, mas era uma coisa muito nova. Mas agora é em Salvador, né! (risos) 
E qual a diferença em poder gravar aqui em Salvador? 
Do ponto de vista prático, tira 50% de ser um compromisso, passou a ser uma diversão. A primeira vez, gravei tudo no Rio de Janeiro e lá é uma delícia, estar lá é uma bênção, mas aqui passou a ser uma coisa mais leve. Eu acordo, vou ver meu filho, meu marido, minha família. Venho pra essa casa que é de uma amiga e sempre frequentei. Tudo aqui dá uma acalmada, não vira trabalho, vira diversão. 


E o que tem de novo nessa  temporada?
Fui atribuindo um charminho ao programa em si, desse período comigo. Tem a música no final, que agora ficou mais séria. Antes a gente só tocava um pedacinho e agora fazemos a música toda. As perguntas, apesar do script, eu estou me deixando mais à vontade para reagir às respostas. 
Como foram escolhidas as suas entrevistadas?
A escolha acontece a quatro mãos mesmo, fazemos juntos. Na verdade, o GNT veio com os temas cabelos. Tem ruivos, cacheados, tem o axé também, mulheres de cinquenta, uma série de temas que achei delicioso e que trazem uma referência de como a pessoa nasceu e como a gente pode se transformar, dependendo do astral. E as convidadas acabaram sendo uma sugestão mútua. Fomos encontrando mulheres lindas que tinham a ver com os comentários que queríamos sobre aquele tema. 
Além de cantora, você já fez trabalhos como atriz, apresentou programas de música e entretenimento, e agora de beleza. O que você ainda tem vontade de fazer?
Eu tenho uma sede que parece que comecei a minha carreira agora. Sou muito grata por tudo que me aconteceu até hoje, esses sonhos realizados e essas realizações que não necessariamente são sonhos, mas que entraram nessa lista.
Que é o caso do GNT, que eu nem sabia que era um sonho até ter vivido. Sinto que cada coisa que eu faço é um alimento para fazer mais coisas, às vezes as mesmas, às vezes outras. Eu nunca pensei em fazer uma série de coisas que aconteceram, então tenho sonhos implícitos que só Deus sabe e eu ainda não fui comunicada. 


E o quê da Bahia você está levando para o Superbonita, além do cenário?
Eu, não é, mulher?! (risos) Quer uma pessoa mais baiana do que eu. Sou baiana no meu jeito de falar, de viver e de me comportar. Eu realmente gosto muito de onde eu vim e do que tem aqui pra mim. Quebrei uma série de pequenas regras, e que são muito bem vindas por eles, pelo meu comportamento ser o daqui. As pessoas falam muito do criativo, não que eu seja supercriativa, mas essa criatividade espontânea é uma personalidade baiana. Fora que as pessoas adoram vir à Bahia. Elas me falam: “Obrigada, Ivete, pelo convite, eu estou na Bahia, que maravilha”. (risos)
E qual foi o truque mais legal que você aprendeu com o Superbonita?
Foram os truques de cabelo. Essas coisas de pele e corpo, como estou submetida a esse negócio de shows, estou sempre me maquiando, mas esses truquinhos de cabelo são incríveis. Aquele negócio de botar uma borracha e o cabelo ficar lindo. Você pode estar feia, exaurida, tem aquele cabelinho que se faz em minutinhos. Aprendi coisas de maquiagem também, de como ser mais rápida. Acho que essas coisas de cabelo, a agilidade, foram as melhores coisas. 
Você prefere se maquiar ou ser maquiada?
Tem duas visões: uma do conforto de ser maquiada e outra da liberdade em fazer. O resultado que os meninos conseguem é um luxo. Mas eu gosto da praticidade de saber me maquiar, não sou uma vítima, quando é para a vida pessoal eu gosto de fazer.
E quais as suas dicas primordiais de beleza?
Para mim, o mais importante é que a mulher se sinta bonita com o que ela tem. Porque as vezes a gente consegue burlar o que nasceu conosco, mas não consegue ficar feliz e atribui isso à beleza. Mas esse mal viver tem a ver com aceitar o que se tem e encontrar como melhorar o que há em você. Outra dica é que bebo muita água.
É muito bom para tirar as toxinas. E jamais durmo de maquiagem. Todas as vezes que limpo minha pele antes de dormir, quando acordo ela está incrível. No dia a dia, na maquiagem, menos é mais. Uma basezinha, um rímel e um batonzinho, bem natural. Protetor solar também é muito importante.
E hoje já existem bases com proteção solar. Não dá para sair de casa desprotegida. E nunca durmo de cabelo molhado. Hidrato ele a cada dez dias ou a cada semana, dependendo do castigo, e faço a escova com um protetor térmico. Mas, se for dormir, seco o cabelo antes. 
Mulheres dominam equipe do programa
As diretoras do programa Superbonita, Mini Kerti e Isabel Nascimento Silva, adoraram poder gravar em Salvador. “Não é a primeira vez que gravamos aqui, já fiz filmes com Ivete, comerciais e um documentário em Salvador, então a gente ama vir pra cá”, disse Mini.
Isabel completou explicando que parte da equipe é baiana, o que facilitou a dinâmica de gravação. “A equipe técnica, os eletricistas, assistentes de câmera e contrarregra são baianos. Trouxemos apenas os chefes de equipe do Rio, mas tem muita mão de obra baiana”, afirmou.
Por abordar temas que são do interesse feminino, não à toa o programa é feito, também, por elas em tudo. Todo o processo de produção é rodeado de mulheres. “Primeiro fazemos uma pauta com os temas, assuntos legais, que estão na moda, o que está mais em voga. Depois vamos atrás das pessoas que a gente relaciona com esses temas”, contou Mini.
E é nessa hora que entram a gerente artística Fernanda Novais, as roteiristas Mayra e Lívia e a curadora do programa, a consultora de moda Maria Prata. “É uma equipe de mulheres que se reúne e vai discutindo esses temas, desenvolvendo e aperfeiçoando o roteiro”, falou 

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