"Já passei até cerveja no cabelo", diz Ivete Sangalo às vésperas da nova temporada do "Superbonita"

domingo, 19 de julho de 2015

Ivete Sangalo gravou na Bahia a nova temporada do Superbonita (Foto: Rafa Mattei)



Ivete Sangalo estreia dia 18 de agosto nova temporada do Superbonita, programa do GNT apresentado por ela. "É clichê, mas beleza vem mesmo de dentro. Não adianta ter acesso aos melhores produtos e tratamentos, se não se está bem internamente. Tem mulheres lindas que são insuportáveis, pessoas sem educação, botam fé somente na estampa", afirma Veveta, que hoje tem uma equipe que cuida do seu visual, incluindo stylist, cabeleireiro e maquiador à disposição. Mas nem sempre foi assim: "Quando comecei, fazia cerca de 20 shows por mês. Não tinha tempo nem para me alimentar direito, quem dirá para pegar sol. Eu mesmo me maquiava, mas sempre errava. Mandava ver no pancake, achava que estava abafando... mas ficava com cara de palhaça". 
Já fez loucuras pela beleza?
Já! Eu não bebo, mas certa vez me disseram que passar cerveja no cabelo clareava e hidratava os fios. Passei tanto, que tenho certeza que se for parada na blitz da Lei Seca, meu cabelo será reprovado no teste do bafômetro pelo resto da vida.
Se sente sempre bonita?
É importante não ter neura, não perseguir a beleza a todo custo. Me cuido bastante, mas sempre buscando a saúde em primeiro lugar. Tenho alto estima elevada, no geral me acho bonita, exuberante, sei que não uma mulher comum e gosto muito dos meus olhos. Mas tem dias que não estou bem, com o rosto está inchado, o cabelo desidratado. As vezes essa mulher poderosa não vem. Mando mensagem, WhatsApp, ela não responde, simplesmente não aparece. E tudo bem, isso nunca foi problema para mim.
Na nova temporada do programa, Ivete sempre canta uma canção que tenha a ver com o tema abordado  (Foto: Rafa Mattei)
Quais as novidades desta temporada do Superbonita?
No programa falamos de beleza, mas tentando deixar de lado aquela angústia e a pressão que muitas mulheres têm para se sentir sempre belas. Nesta temporada, termino sempre cantando uma música que tenha relação com o tema abordado. Outra novidade é que ao invés de anônimas, agora entrevisto mulheres famosas. Com a Lília Cabral, por exemplo, falamos da beleza aos 50. Com a Carolina Dieckmann falamos da mulher solar, porque Carol é assim, parece que tem sempre alguém em volta jogando um brilho quando ela passa. Já com Anitta falamos sobre plástica e com a Nathalia Dill abordamos as mulheres com filosofia zen.
Como se saiu como entrevistadora?
Não sou repórter, fiz pouquíssimas vezes essa função, mas criei um mecanismo a partir do diálogo, do bate papo, para a entrevista fluir. A partir do que o programa quer, tento tirar informações específicas da beleza daquela mulher. Respeito o que me é determinado, mas a própria diretora pede para eu fazer as chamadas do meu jeito, tem o que se chama na TV de 'emoção da hora', que é imprimir o seu jeito, a sua marca. E isso eu tiro de letra, sou cara de pau.
O que te tira do sério?  
São besteiras que me deixam nervosa. Exemplo? Me programo para acordar as 9h, tomar café, malhar e começar meu dia às 11h. Aí alguém lá em casa decide que estou cansada e não me acorda quando o personal chega, fico chateada com essa ingerência na minha vida. Mas logo penso: besteira, malho à noite e pronto. Criei alguns mecanismos para quando estou chateada. O fã que me vê animada no palco, na TV, quando me encontra espera essa energia. Tento não transparecer e penso: vamos embora, não vou decepcioná-lo, são só cinco minutinhos...e bola pra frente.
Consegue tempo para fazer coisas triviais?
Consigo, claro. Esses dias mesmo entrei em um site, fiz um pacote e comprei, por um ano, três livros infantis por mês para meu filho. Não sou consumista, mas outro dia também comprei pela internet um babyliss incrível. Não entregaram, mas recebi o estorno no cartão de crédito. Se não tivessem devolvido o que paguei, com certeza ia ligar para reclamar. Sou eu mesma quem dirijo meu carro, para no posto de gasolina para bastecê-lo, faço questão de levar e buscar meu filho na escola, enfim, vida normal.

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